#16 Hackday: 26 de janeiro

Dia 26 de Janeiro revelou-se um dia sol esplêndido, perfeito para mais um Transparência Hackday. A manhã foi gasta a percorrer a Rua do Almada, uma das mais longas ruas da cidade do Porto. Lá, a Patrícia, a Ana, o Luís e o Ricardo fotografaram e anotarem as moradas de 68 casas abandonadas.

Do parapeito da janela, uma vizinha que nos observava com interesse, disse “Olá” e para a seguir se desdobrar em ajudas. Do alto do terceiro andar, indicou-nos com interesse certeiro todas as casas vazias, à volta da sua.

A tarde foi passada no café livraria Gato Vadio, entre chás perfumados, triplas, extensões e bolachas caseiras de queijo e sésamo.

Começamos com uma discussão sobre as metodologias do Hackday, centrada em dois temas importantes. Primeiro, como receber e integrar pessoas novas, que aparecem para participar. Segundo, como tornar as tardes de hacking mais organizadas e consolidar o seu planeamento. Em retrospetiva, para ambos os assunto podemos tirar pistas do Transparência Hackday de Lisboa: a ronda de apresentações no início da sessão facilita a comunicação entre os vários participantes (antigos e novos); os pontos de situação durante a tarde ajudam a manter o ritmo.
A pensar na integração de novos membros decidimos juntar uma lista de afazeres, com tarefas para todos os gostos e estilos. Quem aparecer sem um plano mas com vontade de ajudar já tem onde sujar as mãos. No fórum há um fio com a lista de documentos, ligados ao Open Data, que era importante traduzir para português. No início de cada hackday decidimos fazer uma lista de tarefas que é preciso executar em cada projeto. Neste hackday tínhamos duas ideias: fazer um protótipo para a versão simplificada do formulário do Geodevolutas; fazer um README.txt para o Mila; analisar os dados dos censos 2011 para fazer visualizações inspiradas nas da Isotype.

Em seguida fizemos o ponto de situação dos vários projetos:

Demo.cratica
No final de Outubro, quando apresentamos o Demo.cratica no Cidadania 2.0, percebemos que o site onde encontrávamos as transcrições das sessões, em formato HTML, já não estava online. Para podermos atualizar o site com as sessões mais recentes refizemos o scraper para processar as transcrições disponibilizadas em formato PDF. Em breve vamos atualizar o site com as transcrições em falta!

Mila
Na falta de uma tradução completa para português (pt_PT) da plataforma base do site, o Ushahidi, o Luís iniciou uma nova tradução que está quase concluída.
Depois disso é altura de fazer um guia de instalação para incluir no repositório e dar início aos trabalhos no design de interface do site.

Geodevolutas
Depois de algumas sessões intensivas de introdução de registos no Geodevolutas (com as recolhas organizadas nos últimos hackdays) há agora uma ideia mais clara de onde se pode melhorar do que fazer para melhorar o uso do site. Na TODO da Cláudia as tarefas passa por: melhorar o processo de introdução de dados; simplificar o formulário de adicionar casa; fazer upload dos dados das devolutas de Lisboa, lançados pela CML; pensar em estratégias para atrair visitanres e utilizadores. Para este último ponto falou-se em criar notícias regulares com estatísticas dos dados introduzidos no site. Por exemplo “Quantas casas novas foram introduzidas na tua rua esta semana”.

Entro Nessa
A MySociety respondeu com notícias para avançarmos!
E o que é o “Entro Nessa”? É a versão portuguesa do PledgeBank, um site para crowdfunding de tarefas. Nos dois dias que durou o Cidadania 2.0 e inspirados pela apresentação da Kristina Glushkova da MySociety, o pessoal do Transparência Hackday aproveitou os momentos juntos para um sprint de tradução da plataforma para português. Compramos o domínio EntroNessa.org e iniciámos contacto com a MySociety para ligar a versão portuguesa ao portal principal, o PledgeBank inglês.

Outro ponto na agenda era o planeamento do Open Data Hackathon, a acontecer no dia 23 de Fevereiro. O espaço pensado era o Espaço Compasso, na Rua da Torrinha, mas afinal somos capazes de voltar ao Gato Vadio. A Sara e o Luís vão ter o papel mais ativo na organização; a Cláudia e o Victor estão cá no dia mas, até lá, não tem disponibilidade para ajudar nas preparações.
E Lisboa? Vamos escrever a alguns dos participantes do hackday a ver se alguém toma as rédeas na mobilização e organização!

Entre os vários assuntos fomos sempre dispersando para outros pontos de discussão. Aqui fica um resumo dos apartes mais importantes que não queremos esquecer:

  • Falamos da possibilidade de organizar um Hackday em Viseu, em Março. É preciso fazer os contactos e decidir uma data para avançar.
  • Como fazer com o suporte e promoção do projetos; mobilizar as pessoas para participar; manter o interesse acesso e continuar a bombar. Perguntas que ficaram em aberto.
  • Como disponibilizar as bases de dados que temos no Transparência Hackday?
    A página que fizemos no Document Freedom Day já não está acessível (por causa do redirecionamento do transparência.hacklaviva.net para transparenciahackday.org). Não a vamos reabilitar porque não está atualizada nem seria de fácil manutenção.
    Também decidimos não criar nem página nem repositório para agrupar as bases de dados reunidas pelo Transparência Hackday. Não sabemos das implicações legais, nem das licenças das bases de dados. Deixamos o tema para depois.
    Um dia teremos uma VPS!

As horas que se seguiram foram dedicadas aos dados abertos: o Luís, entre traduções, ajudou a Ana a terminar uma instalação local do Ushahidi; a Cláudia e o Victor adicionaram o repositório do Geodevolutas ao GitHub, depois dedicaram-se a matar bugs e melhorar o Geodevolutas a torto e a direito; o João começou a tradução da Declaração pela Abertura Parlamentar; a Manuela marcou as casas anotadas em papel no Geodevolutas; a Antonieta tratou da documentação (obrigada pelas fotografias e vídeos!); o Ricardo começou a visualizar a informação dos censos 2011.

Próxima paragem: 23 de Fevereiro, Hackathon Internacional pelos Dados Abertos.

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